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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Marcela Beatriz


Hoje é aniversário da Marcela Beatriz, de São Caetano do Sul, ilustradora. 
Parabéns pelo aniversário e pela sua arte! 







   

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

O Corvo - Edgard Allan Poe / (Ilustrações: Fraga)

O Corvo

Edgar Allan Poe
Tradução de Machado de Assis



Em certo dia, à hora, à hora
Da meia- noite que apavora,
Eu, caindo de sono exausto de fadiga,
ao pé de muita lauda antiga,
de uma velha doutrina, agora morta,
Ia pensando quando ouvi a porta
Do meu quarto um soar devagarinho,
E disse essas palavras tais:
“E alguém que bate à porta de mansinho;
Há de ser isto e nada mais.”


Ah! Bem me lembro! Bem me lembro!
Era no glacial dezembro;
Cada brasa do lar sobre o chão refletia
A sua última agonia
Eu, ansioso pelo sol, buscava
Sacar daqueles livros que estudava
Repouso (em vão!) à dor esmagadora
Destas Saudades imortais
Pela que ora no céus anjos chamam Lenora.
E que ninguém chamará mais.



E o rumor, triste, vago, brando
Das cortinas ia acordando
Dentro em meu coração um rumor não sabido,
Nunca por ele padecido.
Enfim, por aplaca-lo aqui no peito,
Levantei-me de pronto, e: “Com efeito,
(Disse) é visita amiga e retardada
Que bate a estas horas e tais.
É visita que pede à minha porta entrada:
Há de ser isto e nada mais”.



Minh'alma então sentiu-se forte;
Não mais vacilo, e desta sorte
Falo: Imploro de vós, - ou senhor ou senhora,
Me desculpai tanta demora.
Mas como eu, precisando de descanso,
Já Cochilava, e tão manso e manso
Batestes, não fui logo, prestemente,
Certificai-me que aí estais”.
Disse; a porta escancaro, acho a noite somente,
Somente a noite e nada mais.



Com longo olhar escruto a sombra,
Que amedronta, que me assombra,
E sonho o que nenhum mortal há já sonhado,
Mas o silencio amplo e calado,
Calado fica; quietação quieta;
Só tu, palavra única e dileta,
Lenora, tu, com o suspiro escasso,
da minha triste boca sais;
E o eco, que te ouviu, murmurou-te no espaço;
foi apenas, nada mais.
Entro com a alma incendiada,
logo depois outra pancada
Soa um pouco mais forte; eu, voltando-me a ela:
“Seguramente, há na janela
Alguma cousa sussurra. Abramos,
Eia, fora o temor, eia, vejamos
A explicação do caso misterioso
dessas duas pancadas tais.
Devolvamos a paz ao coração medroso,
obra do vento e nada mais.”



Abro a janela, e de repente,
Vejo tulmutuosamente
Um nobre corvo entrar, digno de antigos dias.
Não despendeu em cortesias
Um minuto, um instante. Tinha aspecto
De um lord ou de uma lady. E pronto e reto,
Movendo no ar suas negras alas,
Acima voa dos portais,
Trepa no alto da porta, em busto de Palas,
Trepado fica, e nada mais.
Diante da ave feia e escura,
Naquela rígida postura,
Com o gesto severo, - o triste pensamento
Sorriu-me ali por um momento,
E eu disse: “ Ó tu que das noturnas plagas
Vens, embora a cabeça nua tragas,
Sem topete, não és ave medrosa,
Dize os teus nomes senhoriais;
Como te Chamas tu na grande noite umbrosa?
E o corvo disse: Nunca mais.”



Vendo que o pássaro entendia
A pergunta que lhe fazia,
fico atônito, embora a resposta que dera
Dificilmente lha entendera.
Na verdade, jamais homem há visto
Cousa na terra semelhante a isto:
Uma ave negra, friamente posta
Num busto, acima dos portais,
Ouvir uma pergunta e dizer em resposta
Que este é seu nome: “Nunca mais”.



Assim posto, devaneando,
meditando, conjecturando,
Não lhe falava mais; mas, se não lhe falava,
Sentia o olhar que me abrasava.
Conjecturando fui, tranquilo a gosto,
Com a cabeça no macio encosto
Onde os raios da lâmpada caíam,
Onde as tranças angelicais
De outra cabeça outrora ali se desparziam,
E agora não se desparzam mais.
Supus então que o ar, mais denso,
Todo se enchia de incenso,
Obra de serafins que, pelo chão roçando
Do quarto, estavam meneando
Um ligeiro turíbulo invisível;
E eu exclamei então: “Um Deus sensivél
Manda repouso a dor que te devora
Destas saudades imortais.
Eia, esquece, eia, olvida essa extinta Lenora”.
E o corvo disse:” Nunca mais”.



“Profeta, ou o que quer que sejas!
Ave ou demônio que negrejas!
Profeta sempre, escuta: ou venha tu do inferno
Onde reside o mal eterno,
Ou simplesmente náufrago escapado
Venhas do temporal que te há lançado
Nesta casa onde o Horror, o Horror profundo
tem teus lares triunfais,
Dize-me: existe acaso um bálsamo no mundo?”
E o corvo disse “Nunca mais”.



“Ave do Demônio que negrejas!
Profeta, ou o que quer que sejas!
Cessa, ai, cessa! Clamei Levantando-me, cessa!
Regressa ao temporal, regressa
À tua noite, deixa-me comigo,
Vai-te, não fica no meu abrigo
Pluma que lembre essa mentira tua.
Tira-me do peito essas fatais
Garras que abrindo vão a minha dor já crua.”
E o corvo disse: “Nunca mais”.



E o corvo aí fica; ei-lo trepado
No branco mármore lavrado
Da antiga Palas; ei-lo imutavél, ferrenho.
Parece, ao ver-lhe o duro cenho,
Um demônio sonhando. A luz caída
Do Lampião sobre a ave aborrecida
No chão espraia a triste sombra; e, fora
Daquelas linhas funerais
Que flutuam no chão, a minha alma que chora
Não sai mais, nunca, nunca mais!








Poe e o Corvo - Magazine Illustration, ilustracion editorial (Fraga)

 

  Edgard Allan Poe (Fraga) 







Poe 200 Anos (Fraga) 

Gilmar Fraga nasceu em setembro de 1968 no Sul do Brasil . Ilustrador e caricaturista premiado em salões de humor nacionais e internacionais. Desde 1996, trabalha com ilustração editorial para o Jornal Zero Hora (Porto Alegre/RS) e ainda encontra tempo para ilustrar capas para livros, cd’s e campanhas publicitárias. Fanático assumido por HQs, e tem como hobby colecionar revistas e pesquisar novas técnicas e materiais para ilustração. Além disso dedica-se a um projeto paralelo de pesquisa em pintura.
Não deixe de visitar a galeira de desenhos de Fraga





Fonte Imagens: Google, blogs e flickr do artista (Fraga
Dica e Colaboração: Branca



quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Lese Pierre

Lese Pierre - É de tudo um pouco. De massagista a diretor de arte. Ama cozinhar, rabisca desde pequeno, hoje sua filha Mel lhe ensina a desenhar.

 














 Flickr de Lese Pierre 

Blog Oficial do Artista ~ O Cego Que Me Viu Chorar

Fonte: Blog e flickr do artista 

Agradecimentos : dica de @MairaPeixinho - via twitter


terça-feira, 3 de agosto de 2010

Yannick Dusso - Designer Digital

     Yannick Dusso é um designer de efeitos visuais e artista digital que apresenta uma galeria de ilustrações inspiradas em ficção cientifica. Usando a técnica Matte Painting que é uma representação pintada de um cenário, ambiente, ou localização distante que permite aos produtores de filmes criarem uma ilusão de um ambiente que de certa forma seria bastante caro construir ou visitar. Historicamente, pintores e filmógrafos usaram diversas técnicas para combinar uma imagem matte com sequências reais…a primeira matte painting conhecida foi feita em 1907 por Norman Dawn que aprimorou o desmoronamento de Missões Califórnia pintando-os em vidro para o filme Missões da Califórnia. Tiradas notáveis de Matte Painting incluem a aproximação de Doroty à Cidade Esmeralda em Magico de Oz e o raio-trator em Star Wars. No meio dos anos 80, avanços em programas gráficos de computador permitiram aos pintores trabalhar com o reino digital. A primeira tirada em matte painting foi feita por Chris Evans em 1985 para o filme Jovem Sherlock Holmes. “ 
   Hoje em dia, com programas digitais bem mais avançados ficou mais prático realizar tal pintura. A aliança com a fotografia é bastante utilizada.




Agradecimentos/Dica: @PixClown 
Fontes: Wikipédia, http://nomadart.wordpress.com 

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Novos trabalhos de Edna Osti

Quero mostrar novamente o trabalho da minha grande amiga EDNA OSTI, fico orgulhosa de ter pessoas tão talentosas ao meu lado me proporcionando sempre uma boa inspiração.
Esses são seus mais novos trabalhos.
Para saber mais sobre EDNA OSTI, clique aqui




Eis que ganho uma homenagem desta grande artísta, fico lisojeada e com muito orgulho. Valew amiga, somos parceiras!!!

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Medusa - Mitologia Grega

          Separei alguns desenhos de artístas diversos espalhados pelo mundo que inspiraram-se na Medusa (em grego: Μέδουσα, Médousa, "guardiã", "protetora"), na mitologia grega, era um monstro ctônico do sexo feminino, quem quer que olhasse diretamente para ela era transformado em pedra. Ao contrário de suas irmãs Górgonas, Esteno e Euríale, Medusa era mortal; foi decapitada pelo heroi Perseu, que utilizou posteriormente sua cabeça como arma, até dá-la para a deusa Atena, que a colocou em seu escudo. Na Antiguidade Clássica a imagem da cabeça da Medusa aparecia no objeto utilizado para afugentar o mal conhecido como Gorgoneion.

  
Fonte: Wikipédia / Imagens Google