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domingo, 16 de janeiro de 2011

Dominique LeComte - Artísta Plástico

Artista plástico de origem francesa, radicado no Brasil desde 1973.














Mais informações sobre o artista http://www.artesfigueiredo.com.br/artista/2

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Vera Figueiredo - Baterista

     Ser baterista é sua paixão e também sua profissão, mas não o seu único talento. Vera Figueiredo é compositora formada em piano, diretora e coordenadora de curso do IBVF - Instituto de Bateria Vera Figueiredo e produtora de eventos. Dedica-se à divulgação da música/cultura nacional, levando a diversas cidades brasileiras e a outros países a sua brasilidade, participando de shows, workshops e de importantes festivais nacionais e internacionais.







Vera Figueiredo tocando um baião rock progressivo, influenciado pelo ritmo afro-cubano.


Site Oficial Vera Figueiredo
Colaboração: @maugatao

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

O Corvo - Edgard Allan Poe / (Ilustrações: Fraga)

O Corvo

Edgar Allan Poe
Tradução de Machado de Assis



Em certo dia, à hora, à hora
Da meia- noite que apavora,
Eu, caindo de sono exausto de fadiga,
ao pé de muita lauda antiga,
de uma velha doutrina, agora morta,
Ia pensando quando ouvi a porta
Do meu quarto um soar devagarinho,
E disse essas palavras tais:
“E alguém que bate à porta de mansinho;
Há de ser isto e nada mais.”


Ah! Bem me lembro! Bem me lembro!
Era no glacial dezembro;
Cada brasa do lar sobre o chão refletia
A sua última agonia
Eu, ansioso pelo sol, buscava
Sacar daqueles livros que estudava
Repouso (em vão!) à dor esmagadora
Destas Saudades imortais
Pela que ora no céus anjos chamam Lenora.
E que ninguém chamará mais.



E o rumor, triste, vago, brando
Das cortinas ia acordando
Dentro em meu coração um rumor não sabido,
Nunca por ele padecido.
Enfim, por aplaca-lo aqui no peito,
Levantei-me de pronto, e: “Com efeito,
(Disse) é visita amiga e retardada
Que bate a estas horas e tais.
É visita que pede à minha porta entrada:
Há de ser isto e nada mais”.



Minh'alma então sentiu-se forte;
Não mais vacilo, e desta sorte
Falo: Imploro de vós, - ou senhor ou senhora,
Me desculpai tanta demora.
Mas como eu, precisando de descanso,
Já Cochilava, e tão manso e manso
Batestes, não fui logo, prestemente,
Certificai-me que aí estais”.
Disse; a porta escancaro, acho a noite somente,
Somente a noite e nada mais.



Com longo olhar escruto a sombra,
Que amedronta, que me assombra,
E sonho o que nenhum mortal há já sonhado,
Mas o silencio amplo e calado,
Calado fica; quietação quieta;
Só tu, palavra única e dileta,
Lenora, tu, com o suspiro escasso,
da minha triste boca sais;
E o eco, que te ouviu, murmurou-te no espaço;
foi apenas, nada mais.
Entro com a alma incendiada,
logo depois outra pancada
Soa um pouco mais forte; eu, voltando-me a ela:
“Seguramente, há na janela
Alguma cousa sussurra. Abramos,
Eia, fora o temor, eia, vejamos
A explicação do caso misterioso
dessas duas pancadas tais.
Devolvamos a paz ao coração medroso,
obra do vento e nada mais.”



Abro a janela, e de repente,
Vejo tulmutuosamente
Um nobre corvo entrar, digno de antigos dias.
Não despendeu em cortesias
Um minuto, um instante. Tinha aspecto
De um lord ou de uma lady. E pronto e reto,
Movendo no ar suas negras alas,
Acima voa dos portais,
Trepa no alto da porta, em busto de Palas,
Trepado fica, e nada mais.
Diante da ave feia e escura,
Naquela rígida postura,
Com o gesto severo, - o triste pensamento
Sorriu-me ali por um momento,
E eu disse: “ Ó tu que das noturnas plagas
Vens, embora a cabeça nua tragas,
Sem topete, não és ave medrosa,
Dize os teus nomes senhoriais;
Como te Chamas tu na grande noite umbrosa?
E o corvo disse: Nunca mais.”



Vendo que o pássaro entendia
A pergunta que lhe fazia,
fico atônito, embora a resposta que dera
Dificilmente lha entendera.
Na verdade, jamais homem há visto
Cousa na terra semelhante a isto:
Uma ave negra, friamente posta
Num busto, acima dos portais,
Ouvir uma pergunta e dizer em resposta
Que este é seu nome: “Nunca mais”.



Assim posto, devaneando,
meditando, conjecturando,
Não lhe falava mais; mas, se não lhe falava,
Sentia o olhar que me abrasava.
Conjecturando fui, tranquilo a gosto,
Com a cabeça no macio encosto
Onde os raios da lâmpada caíam,
Onde as tranças angelicais
De outra cabeça outrora ali se desparziam,
E agora não se desparzam mais.
Supus então que o ar, mais denso,
Todo se enchia de incenso,
Obra de serafins que, pelo chão roçando
Do quarto, estavam meneando
Um ligeiro turíbulo invisível;
E eu exclamei então: “Um Deus sensivél
Manda repouso a dor que te devora
Destas saudades imortais.
Eia, esquece, eia, olvida essa extinta Lenora”.
E o corvo disse:” Nunca mais”.



“Profeta, ou o que quer que sejas!
Ave ou demônio que negrejas!
Profeta sempre, escuta: ou venha tu do inferno
Onde reside o mal eterno,
Ou simplesmente náufrago escapado
Venhas do temporal que te há lançado
Nesta casa onde o Horror, o Horror profundo
tem teus lares triunfais,
Dize-me: existe acaso um bálsamo no mundo?”
E o corvo disse “Nunca mais”.



“Ave do Demônio que negrejas!
Profeta, ou o que quer que sejas!
Cessa, ai, cessa! Clamei Levantando-me, cessa!
Regressa ao temporal, regressa
À tua noite, deixa-me comigo,
Vai-te, não fica no meu abrigo
Pluma que lembre essa mentira tua.
Tira-me do peito essas fatais
Garras que abrindo vão a minha dor já crua.”
E o corvo disse: “Nunca mais”.



E o corvo aí fica; ei-lo trepado
No branco mármore lavrado
Da antiga Palas; ei-lo imutavél, ferrenho.
Parece, ao ver-lhe o duro cenho,
Um demônio sonhando. A luz caída
Do Lampião sobre a ave aborrecida
No chão espraia a triste sombra; e, fora
Daquelas linhas funerais
Que flutuam no chão, a minha alma que chora
Não sai mais, nunca, nunca mais!








Poe e o Corvo - Magazine Illustration, ilustracion editorial (Fraga)

 

  Edgard Allan Poe (Fraga) 







Poe 200 Anos (Fraga) 

Gilmar Fraga nasceu em setembro de 1968 no Sul do Brasil . Ilustrador e caricaturista premiado em salões de humor nacionais e internacionais. Desde 1996, trabalha com ilustração editorial para o Jornal Zero Hora (Porto Alegre/RS) e ainda encontra tempo para ilustrar capas para livros, cd’s e campanhas publicitárias. Fanático assumido por HQs, e tem como hobby colecionar revistas e pesquisar novas técnicas e materiais para ilustração. Além disso dedica-se a um projeto paralelo de pesquisa em pintura.
Não deixe de visitar a galeira de desenhos de Fraga





Fonte Imagens: Google, blogs e flickr do artista (Fraga
Dica e Colaboração: Branca



segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Silvio Alvarez - Artista Plástico

     Tive o imenso prazer de conhecer este artista, um presente na manhã de segunda-feira, que me deu a chance de publicar este post a seu respeito. Digo presente porque não são todos os dias que encontramos pessoas tão talentosas, acho seu trabalho único e exclusivo. 
     Silvio Alvarez é paulistano, tem 44 anos, autodidata e dedica-se à colagem desde 1989.  
     Com bom humor, retrata o cotidiano das grandes cidades, sem, contudo, deixar de lado uma análise crítica da sociedade.













Fonte e imagens: Site Oficial do artista
sigam-o no twitter: @SilvioAlvarez

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Henfil - Cartunista


     Henfil, Henrique de Sousa Filho, mais conhecido como Henfil (Ribeirão das Neves, 5 de fevereiro de 1944 — Minas Gerais, 4 de janeiro de 1988), foi um cartunista, quadrinista, jornalista e escritor brasileiro.
Como outros dois de seus irmãos — o sociólogo Betinho e o músico Chico Mário, herdou da mãe a hemofilia.
     A estreia de Henfil deu-se em 1964 na revista Alterosa. Em 1965 passou a colaborar com o jornal Diário de Minas, tendo seu trabalho também publicado no Jornal dos Sports, do Rio de Janeiro, e nas revistas Realidade, Visão, Placar e O Cruzeiro. Aí mudou-se para o Rio, onde em 1969 passou a trabalhar no Jornal do Brasil e no jornal O Pasquim.
     Com o advento do AI-5 — garantindo a censura dos meios de comunicação, e os órgãos de repressão prendendo e torturando os "subversivos" —, Henfil, em 1972, lançou a revista Fradim pela editora Codecri, que tornou seus personagens conhecidos. Além dos fradinhos Cumprido e Baixim, a revista reuniu a Graúna, o Bode Orelana, o nordestino Zeferino e, mais tarde, Ubaldo, o paranoico.
Henfil envolveu-se também com cinema, teatro, televisão (trabalhou na Rede Globo, como redator do extinto programa TV Mulher) e literatura, mas ficou marcado mesmo por sua atuação nos movimentos sociais e políticos brasileiros. Ele tentou seguir carreira nos Estados Unidos, mas não teve lugar nos tradicionais jornais estadunidenses, sendo renegado a publicações underground. Ele então retornou ao Brasil, publicando mais um livro.
     Após uma transfusão de sangue acabou contraindo o vírus da AIDS. Ele faleceu vítima das complicações da doença no auge de sua carreira, com seu trabalho aparecendo nas principais revistas brasileiras.
Henfil passou toda sua vida a defender o fim do regime ditatorial pelo qual o Brasil passava. Quando em 1972 Elis Regina fez uma apresentação para o exército brasileiro, Henfil publicou em O Pasquim uma charge enterrando a cantora, apelidando-a de "regente" — junto a outras personalidades que, na ótica dele, agradariam aos interesses do regime, como os cantores Roberto Carlos e Wilson Simonal, o Jogador Pelé e os atores Paulo Gracindo, Tarcísio Meira e Marília Pêra. Elis protestou contra as críticas, e Henfil enterrou-a novamente.



Agradecimentos especiais pela dica @mrpeperes
Fonte: texto Wikipedia e imagens Google